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Empresário musical nos Estados Unidos · Artistas brasileiros

Empresário musical nos Estados Unidos para artistas brasileiros. O empresário americano por trás da virada do K-pop.

Eshy Gazit é empresário musical nos Estados Unidos para artistas brasileiros e internacionais: ele cuida do lado americano da carreira de artistas que vivem e gravam fora do país, lado a lado com a gravadora e a equipe de origem. Foi o sócio de gestão nos EUA (US managing partner) do BTS durante a chegada do grupo ao mercado americano, e é o empresário que levou o Monsta X de uma base de fãs na Coreia a um contrato com a Epic Records, às rádios Top 40 dos EUA e a um álbum no Top 5 da Billboard 200. A Billboard o elegeu International Power Player em 2021 e em 2022. É sócio da Maverick Management e fundador da EG Management, da Intertwine Records e da agência de marketing LUSIVEX. Trabalha entre Brooklyn, Los Angeles e Seul. Se você é artista no Brasil, esta página explica o que faz um empresário americano e em que ordem se monta uma campanha nos Estados Unidos.

Como o K-pop abriu o mercado americano

Quando Gazit começou a trabalhar com o BTS, em 2016, nenhum grupo coreano tinha uma carreira sólida nos Estados Unidos, e ele já contou que boa parte da indústria americana ria da ideia. Em dois anos de campanha, o BTS chegou ao palco do American Music Awards, ao Ellen, ao Jimmy Kimmel Live, ao The Late Late Show with James Corden e às rádios pop do país. O remix de "MIC Drop" chegou ao 28º lugar da Billboard Hot 100 e ganhou disco de platina. A Forbes cobriu a campanha em novembro de 2017, a Billboard citou Gazit na sua retrospectiva daquele ano e a Music Week o apresentou mais tarde como o executivo que ajudou o BTS a estourar nos EUA.

A mesma estratégia valeu para o Monsta X: o contrato com a Epic Records em 2019, que o Los Angeles Times publicou na capa, o primeiro show de um grupo de K-pop no iHeartRadio Music Festival, um álbum todo em inglês no 5º lugar da Billboard 200 e, em 2026, o álbum Unfold em 2º lugar no Top Album Sales da Billboard. A história completa, ano a ano e com fontes, está na linha do tempo do K-pop nos Estados Unidos (em inglês).

Trabalho por artista

BTS · sócio de gestão nos EUA, 2016 a 2018

Monsta X · empresário, desde 2018

Wonho · empresário, desde 2020

Outros artistas internacionais

Trabalho nos EUA com IVE, KiiiKiii, DaYoung e Paul Kim, e contratos de gestão nos EUA com AleXa e VANNER (2023).

O que um empresário musical nos Estados Unidos faz por um artista brasileiro

Empresário, agência e gravadora: quem faz o quê nos EUA

Nos Estados Unidos são três funções separadas. O empresário (manager) cuida da carreira inteira e recebe uma comissão sobre a renda do artista. A agência de shows (CAA, WME, UTA e outras) vende as apresentações e recebe comissão sobre esse valor. A gravadora investe nas gravações e cuida dos lançamentos, do marketing e da divulgação em rádio. No Brasil é comum o mesmo escritório cuidar de carreira e agenda de shows; nos EUA, o mercado espera falar com cada função separadamente. Por isso, mesmo um artista com uma equipe forte no Brasil precisa de um empresário americano para segurar o lado dos EUA.

Como escolher um empresário nos Estados Unidos

Procure um histórico que dê para conferir: artistas que esse empresário levou de outro país para o mercado americano, com paradas, TV e imprensa com link para a fonte. Pergunte com qual agência e com qual equipe de imprensa ele trabalharia e como ele se coordena com a sua gravadora. Antes de mandar mensagem, tenha os seus números dos EUA em mãos: ouvintes mensais nos EUA, as cidades americanas onde você é mais ouvido e os shows que já fez lá. O guia como se apresentar a um empresário americano estando fora dos EUA (em inglês) explica o que enviar.

Guias (em inglês)

Perguntas frequentes

O que é um empresário musical nos Estados Unidos para artistas brasileiros?

É um empresário sediado nos EUA que cuida do lado americano da carreira de um artista que vive em outro país. Ele trabalha junto com a gravadora e o escritório de origem e cuida da TV, das rádios, das parcerias com artistas americanos, dos contratos de gravadora e distribuição nos EUA e do planejamento de turnês, além de escolher e coordenar a agência de shows e a equipe de imprensa. A gravadora de origem continua sendo a gravadora de origem; o mercado americano é a parte do empresário.

Quem é Eshy Gazit?

É um empresário musical sediado nos Estados Unidos, conhecido por ter sido o sócio de gestão do BTS nos EUA entre 2016 e 2018, quando o grupo estourou no país junto com a sua gravadora coreana, a Big Hit Entertainment (hoje HYBE). É empresário do Monsta X desde 2018 e do Wonho desde 2020, sócio da Maverick Management e fundador da EG Management, da Intertwine Records e da LUSIVEX. A Billboard o elegeu International Power Player em 2021 e 2022.

Em que ordem se monta uma campanha nos Estados Unidos?

A ordem que Gazit usou com o BTS e com o Monsta X foi a mesma: primeiro a TV americana, depois as rádios pop, depois as parcerias com artistas americanos e, por último, as arenas. A TV dá às rádios um motivo para tocar a música, as rádios dão a outros artistas um motivo para gravar junto, as parcerias trazem público novo e a procura por ingressos abre as arenas.

Preciso cantar em inglês para fazer sucesso nos EUA?

Não necessariamente. É uma decisão do plano, não uma condição para começar. As campanhas de K-pop que Gazit conduziu misturaram lançamentos em coreano e em inglês. O que não dá para pular é tempo de verdade no país: TV, visitas às rádios e shows. Um plano que não consegue colocar o artista nos EUA ainda não é um plano para os EUA.

Quando procurar um empresário nos EUA? Preciso sair da minha gravadora?

Quando já existe procura real nos Estados Unidos: ouvintes, fãs e shows que vendem lá. O empresário é a primeira pessoa de que uma campanha precisa, antes da agência, porque as agências entram quando há shows para vender. E não é preciso sair da gravadora: o BTS continuou com a Big Hit Entertainment enquanto a campanha nos EUA andava com um parceiro americano. O empresário trabalha ao lado da equipe de origem, não no lugar dela.

Última revisão: 2 de novembro de 2026

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